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terça-feira, 13 de setembro de 2011

São Clemente mantém dez composições na disputa de samba enredo para 2012

Redação O Abre Alas



Foto: Divulgação



A diretoria do G.R.E.S. São Clemente classifica 10 sambas para continuar a acirrada disputa entre as parcerias que representará o hino oficial da agremiação para o enredo “Uma Aventura musical na Sapucaí”.

Na próxima sexta, 16, as composições - que nesta etapa passam a ser identificadas por nomes - a se apresentar, por ordem de classificação serão:

1º   -  Ricardo Góes, Vânia, Serginho Machado, Fm, Marcos Antunes, Grey, Guguinha E Flavinho Segal.

2º  -   Rodrigo Índio, Alexandre Araújo, Fábio Rossi, Armando Daltro, Marcelo Fagundes, Bruno Holfinger, Edmar Jr. E Alex De Oliveira.

3º   -  Luiz Carlos Ribeiro, Maquinho Gravino, Alex Jouber E Victor Hugo Lima.

4º   -  Edu Da Cuíca, Henrique, J.Johara, Nelsinho Pereira E Roberto Serrão.

5º  -   Victor Alves, Nelson Amatuzzi, Fábio Portugal, Amilton Fox, Si E Rogê.

6º  -  Eugênio Leal, Armandinho Do Cavaco, Carlinhos Da Penha, Rodrigo Maia, Luiz Iaptec, Jj.Santos  E Fadico.

7º  -   Yure Romão, André Duarte, Laila Romão, Rodrigo Moreira E Ricardo Romão.

8º  -   Jorge Azevedo, Flávio Oliveira E Toninho Andrade.

9º  -   César Ricardo, Gilson Mendonça, Janaína Porta Bandeira, Cristiano Henrique E José Caetano.

10º -  Helinho 107, Alceu Maia E Cláudio Filé.

sábado, 27 de agosto de 2011

São Clemente receberá na próxima terça feira 30, os sambas concorrentes para o carnaval

Redação OAbreAlas



A direção da agremiação estará, a partir de 20h, a disposição dos compositores com as obras para o enredo “Uma aventura musical na Sapucaí”. Ao término das inscrições, será definida a ordem de apresentação e distribuição dos convites para a disputa que começa dia 2 de setembro, data que será, também, de comemoração de 50 anos de fundação e  reinauguração da quadra que passa por obras de reforma.



 É imprescindível a entrega de 10 cópias da letra do samba em folha tamanho A4 para inscrição na parceria com os compositores de 20 às 21h, no Centro Cultural da escola sito à rua Moncorvo Filho, 56 – Centro.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

São Clemente define datas para entrega e apresentação dos sambas concorrentes

Redação OAbrealas

a São Clemente divulgou as datas para a entrega dos sambas concorrentes e a apresentação dos mesmos, durante a última reunião dos compositores com o departamento cultural.

No dia 30 de agosto, os poetas clementianos deverão entregar 10 cópias impressas da letra do samba concorrente para a avaliação da diretoria da agremiação. A entrega e inscrição será das 20 até às 21 horas, no Centro Cultural da São Clemente, localizado na Rua Moncorvo Filho, 56, no Centro.

A apresentação das obras clementianas participantes do concurso será no dia 02 de setembro, a partir das 22 horas, durante a inauguração da nova quadra de ensaios e eventos da preto e amarelo da Zona Sul.

A São Clemente será a primeira escola a abrir os desfiles da segunda de carnaval, dia 20 de fevereiro de 2012, com o enredo “Uma Aventura Musical na Sapucaí”, desenvolvido por Fábio Ricardo. A quadra, que está em fase final de obras, fica na Avenida Presidente Vargas, 3102, Centro – ao lado da estação Cidade Nova.

 
 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

São Clemente fará reunião com a ala de compositores

Redação Oabrealas

Devido aos acontecimentos desta terça-feira no Centro do Rio, onde um ônibus da Viação Jurema foi sequestrado, causando diversos transtornos no trânsito, a diretoria do G.R.E.S. São Clemente decidiu que a ala dos compositores terá mais um dia para tirar as  suas dúvidas.

Na próxima segunda-feira, 15 de agosto,  às 20 horas, a diretoria da escola e o departamento cultural irá se reunir com cada parceria para passarem as regras da disputa e tirar eventuais dúvidas sobre as futuras composições clementianas.

O atendimento será no Centro Cultural da São Clemente, localizado na Rua Moncorvo Filho, 56, Centro.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sinopse São Clemente 2012: Uma aventura musical na Avenida

Divulgação

A São Clemente tem uma espécie de dever: dever de sonhar, e sonhar sempre!
E assim nossa Escola se constrói em ouros e sedas,
Inventa palcos, cenários, para viver o seu sonho:
Lutar quando é fácil ceder, vencer o inimigo invencível, negar quando a regra é vender; voar num limite improvável, tocar o inacessível chão!
(Do musical Homem de La Mancha, e da Poesia de Fernando Pessoa)


GRES SÃO CLEMENTE – CARNAVAL 2012
ENREDO: UMA AVENTURA MUSICAL NA SAPUCAÍ

         Na escuridão do terceiro-sinal, foco de luz no mestre-maestro, delirantemente aplaudido pela gente que vai assistir a aventura musical. Silêncio.

         Prólogo: Seguindo o apito e a batuta, a orquestra no recuo do fosso ataca, e há música encantadora no ar; é quando a cortina amartelo-negra abre-se lentamente! “Gatos” (Cats) esgueiram-se na arqiubancada/plateia, e vão evocando as “Memórias”, refazendo a História: “Senhoras e senhores, bem0vindos ao dedfile do ‘Teatro Musical Brasileiro’! E por quê apaixona-se a São Clemente pelo início do teatro musicado no Brasil? Porque, como ela, as operetas curtas daquele tempo eram satyíricas, críticas e irreverentes. E aproximavam o povão da mais fina arte! Influência francesa que geros nos trópicos, um ‘u-lá-lá’ pra lá da malandragem. Mais ou menos 1850. bom humor era tudo, rapidez rimava com qualidade, e, para quem entende, um pingo é letra: a parisiense nasceu na Lapa, e ia da canção, do xote à valsa, da marzurca ao tango. Só no truque da ingênua maliciosa, e o diabo que a cerregue lá pra casa!”.

         Luz em resistência. Um astro vai descendo a alegórica escadaria de luzinhas piscantes, acompanhado daquilo que secretamente nos bastidores chamamos da sua “Comissão de Frente”: lindíssimas vedetes, em maiôs cavados com franjas de diamantes falsos e transparência sobre os seios, escoltadas por bailarinos, luxuosamente vestidos em fraques. A vida é um “Cabaret”. Ouve-se a voz so Mestre de Cerimônia: “Ora, se os desfiles de Escolas de Samba são os maiores dos musicais de que se tem notícia, nada melhor que esta grande aventura musical clementiana falar em ritmo de samba, de como viveu e vive esse grande e longevo negócio, que reúne na ribalta empresários, artistas, técnicos: a tal gente do show business – Nós! Avante legítimas representantes carnavalizadas desta verve, as Comissões de Frente, espetáculo à parte na Avenida, quando sobem pernas, arrancam roupas, despertam o aplauso e o inesperado acontece: é a Broadway tupiniquem! A abertura é mágica!”.
         O palco/passarela abre-se, e sobe o espetacular elevador com a sua montanha verdejante onde “A Noviça Rebelde” rodopia, cantando para as suas crianças que a “Mùsica, é Divina Música”: “Precisa de dinheiro para botar o bloco na rua, levantar cenários, contratar estrelas, fazer figurinos, vender bilhetes e acender a rica luz: aí o prazer do público é total, quando a beça Estrela seminua com cara de safadinha, faz biquinho e começa solfejando os acordes”.

         Desce da escuridão do urdimento a magistral teia com a “Mulher Aranha”, arrebatadora Rainha e Madrinha da Companhia. Das laterais, no chão surgem as mulatas com o estonteante figurino “Sopro de Purpurina”. O primeiro setor de assentos, em suspense, puxa o fôlego, sem acreditar na tamanha opulência flutuante sobre si. Confetes prateados caem salpicados. A aracnídea está em êxtase, pendurada quase solta no espaço, e declama coquete: “Leques de plumas abanam em glória a primeira das grandes: Chiquinha Gonzaga! E o Brasil era cantado em prova, verso e música em 1885, com um pé no caipira e outro na cidade grande. Festa de São João, conversa de botequim, prosa de malandro, vida de bairro, amor feliz. Artur Azevedo apareceu logo depois, saindo através de uma cortina de gotas de vidro: adorava meter o pau (ui!) no político-social, sem jamais esquecer “pernas à mostra e seios nus...”. Igualzinho ao carnaval! Olhar bem humorado, uam forma de ver a vida: temas alegres, língua apimentada e um bububú no bobobó. Duplo sentido, para um povo cujo sexto sentido avisava que de perto ninguém é normal”.

          Uma parede de elásticos brilhosos é atravessada por ritmistas, quando ouve-se a sirene: - Teatro?, pergunta a “Bela”. – Musical?, devolve a “Fera”. – Sapucaí!, Exclamam os dois juntos. Entre românticos balanços de flores, o casal avança na narrativa: “A cena, a dança, a cantoria. Sopravam ventos de influência da Liberdade, América, numa revolução cenográfica e coreográfica. Tiraram a orquestra, botaram a banda, e o público exigia que arrancassem as meias daquelas pernas que eles queriam ver em pele. E veio a fantasia musicada na Praça Tiradentes: era hora das estrelas de primeira grandeza dando ataque e atraindo multidões, divas da pá virada em decotes abissais e rabo de penas raras. Fila na porta, empurra-empurra e o ingresso a tapa: todos pagavam para ver a belíssima e talentosa Loura falsa”.
         Do Balcão da Casa Rosada, envolta na fumaça de gelo-seco e construído do papelão e compensado, “Evita” abre os braços. E, em vez de cantar “Não Chores por Mim Argentina”, inesperadamente faz seu tributo de amor ao musical brasileiro, porque o espetáculo não pode parar (a não ser na frente do júri), e continua dobrando a esquina: “Foi aí que o jogo avançou: girou a roleta do Cassino, porque o Brasil Pandeiro esquentava seus tamborins e fazia os dados rolarem: todo o país queria Rosetá e em 1945 Walter Pinto mandava: “Canta Brasil”. E não é que o país resolveu investir? A maquinaria espetaculosa em efeitos de cena se tornou tão importante quando as Estrelas. Abre e fecha, sobe e desce, acende e apaga, ou dá ou desce! Deus é brasileiro, e do limão estrangeiro fez-se uma limonada à tropicália, e o Brasil conhecia o Brasil. Deu tão certo que o mito grego de Orfeu, quem diria, foi parar na favela brasileira; e a querida senhora Pigmaleão armou sua barraca de feira por aqui. Com Carlos Machado o musical brasileiro alcança sucesso internacional”.
          Uma gaiola espelhada é trazida pelo ciclone do “Mágico de Oz” e dentro está a menina Dorothy. Guardas com cassetetes de strass batem no pobre Homem de lata. “os Miseráveis” surgem pelas laterais, tentamdo socorrer. Parte triste da História, tentam calar os Musicais Brasileiros: “ A língua do Zé-Povinho estava afiada e fazia anedotas com a vida dos poderosos. Tudo devidamente amordaçado pela censura, que fez a cortina fechar pelos idos dos 60. Proibido proibir deu nó em pingo d’água e fez a tigresa (Sonia Braga) estrelar e deixar todo mundo de cabelo (Hair) em pé, tal a força deste libelo, que duas vezes o Brasil aclamou seduzido por tanta qualidade ideológica e musical. Acordes para os hippies. Faça humor, não faça a guerra, nós temos um sonho: deixe o sol entrar! Foi uma Roda-Viva para os brasileiros, cuja profissão sempre foi a esperança. Como Calabar resistiram, a Gota d’água no oceano da incompreensão”.

Deitada numa lua de paetês surge “Vitor ou Vitória”. A indecifrável fala sobre gays, machões e lembranças musicadas: “Nisso jogaram gliter. Anunciada a era e Aquarius, houve o rompimento, a mudança, a fuga dos padrões e a busca do novo. Deboche de músculos másculos, pernas cabeludas, cílios postiços e saltos altos. Foi com os Dzi croquetes que devolvemos à Europa o que dela tínhamos recebido um século antes: o vigor do teatro musicado, desta feita, andrógino. Mas isso era só um lado da moeda. Faltava um pedaço, aquela marca de pegador do brasileiro, do machão que não é Mané. E a sacada da Ópera do Malandro foi fazer do Brasil um bordel, quando o homem brasileiro assumiu de vez sua vocação para o cantar, dançar e interpretar. No rodopio dos 80 e 90, do conteúdo político partimos para revisitar os mitos de nossa música popular. Ganhou o samba, que viu de novo Assis Valente, as Irmãs Batista e Elizeth Cardoso, revividas e exaltadas em grandes montagens; a música popular brasileira virou fio condutor de uma torrente de paixões”.

Todo o elenco internacional de imorredouros personagens, para sempre em nossos corações, estão em cena. Entraram Arlequins, Pierrots e Colombinas para receberem calorosos a carroça brasileira dos Saltimbancos, que fez cantar gerações seguidas de crianças, e “Sassaricando, e o Rio inventou a Marchinha...”. O flash, a emoção do sassarico, porque sem sassaricar, esta vida é o “ó”! Maria Escandalosa junto com a Galinha e o Jumento, brasileiríssimos, cantam “Yes, Nós temos Bananas”. Pós modernos, falam da virada do terceiro milênio.: O Brasil e o mundo, a aldeia global fazendo prosperar abaixo da linha do Equador o que antes era reserva de Nova York, Las Vegas, Paris e Londres: o trânsito de diretores, produtores, autores, a festa das plateias brasileiras. O mistério extraordinário do musical: Raia equilibrava-se na pequena Loja dos Horrores; esfregávamos os olhos para saber se era verdade que a mesma Bibi que cantava o pequeno pardal Piaf, também se rasgava nas estranhas ao cantar os fados de Amália; Marília podia ser Dalva de Oliveira ou Elis, ou todas Elas por Ela; e agora José Mayer é o definitivo Violinista no Telhado.

Grande dança final, com toda a companhia executando impecavelmente a marcação coreográfica e o canto afinado do Samba-Enredo. Ciclorama da vida, mágica do Teatro, entretenimento profissional apaixonado. A fagulha que restará eterna. Milhares de microlãmpadas formam palmeiras artificiais, orgulhosas de serem simulacros. Micos leão dourados de acetato caem penduradas. “Deus lhe pague”: “Dizer que conseguimos copiar de maneira impecável as montagens estrangeiras é pouco: damos um passo à frente, vamos além da virtuose técnica, adicionamos à perfeição deles o chica-chica-boom da gente bronzeada que faz pulsar o já montado, de maneira diferenciada. Há um quê de povo renovador em nós”.

Epílogo: surge o Fantasma da Ópera voando a bordo de seu colossal lustre de cristal. Por trás da mascar misteriosa, há uma lágrima verde-amarela, de amor a esta gente incansável que monta Musicais. São os sonhadores: “Musicais são janelas para o imaginário de um povo, cuja qualidade é viver no País das Maravilhas. Que a Ópera de Paris seja a Marquês de Sapucaí e que o fantasma vague em nossas memórias, reafirmando o direito ao sonho. Mascaradas, faces de papel em desfile, é chegada a hora. Avante brincantes do mundo do carnaval musical, pois não há, no mundo dos humanos, gente parecida contigo. Vai ter fim a infinita aflição, e o mundo vai ver uma flor brotar, do impossível chão!”.

Feliz é a São Clemente, que da grandeza deste gênero faz o seu carnaval. Feliz meu samba, que sai pela vida em alegria incontida, nessa maravilha aventura musical.

Revoada de graças translúcidas parte em direção ao por do sol, no infinito. O perfil de Carmem Miranda vai beijando Renato Russo, até desaparecer no Black-out.

Cai o Pano.

Fábio Ricardo
São Clemente 2012

Pesquisa: Tânia Brandão e Marcos Roza

quinta-feira, 14 de julho de 2011

São Clemente entrega a sinopse do enredo na próxima segunda

Divulgação



diretoria da São Clemente entrega na próxima segunda, 18 de julho, a sinopse do enredo "Uma aventura musical na Sapucaí", tema do Carnaval 2012 da preta e amarela da Zona Sul.

O enredo será desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Ricardo, que na ocasião estará no Centro Cultural para fazer a explanação do mesmo aos poetas clementianos. O evento também contará com a divulgação das regras do concurso de samba-enredo aos interessados.

A entrega da sinopse será no Centro Cultural da São Clemente, localizado na Rua Moncorvo Filho, 56, no Centro, às 20 horas.

domingo, 26 de junho de 2011

Tijuca e São Clemente definem enredo

Por Priscila Franco


Durante a última semana, mais duas escolas do Especial definiram os enredos que levarão para a Avenida em 2012. Fugindo das temáticas autorais, a Unidos da Tijuca, desta vez, escolheu um enredo biográfico e homenageará Luiz Gonzaga. Já a escola da Zona Sul levará o enredo "Uma aventura musical na Sapucaí". 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Presidente da São Clemente desabafa em entrevista na noite deste sábado

Divulgação


Durante entrevista concedida à Super Rádio Tupi ao jornalista Eugênio Leal na noite deste sábado, o presidente Renato Almeida Gomes pediu respeito e carinho para a São Clemente, uma vez que a agremiação comemorará 50 anos. Durante a sua trajetória na escola, e principalmente ao decorrer do Carnaval 2011, quando a agremiação ficou em nona colocação no Grupo Especial, o dirigente sentiu que a escola, apesar de ter inúmeros torcedores apaixonados e simpatizantes, é tratada com um certo preconceito por algumas pessoas do mundo do samba e de certa forma pelos jurados. Renato, que está na agremiação desde pequeno, foi à público desabafar e pedir para que parem com a discriminação com relação à agremiação:

- A escola fez um grande desfile, a direção está muito contente, temos uns erros de harmonia que vão ser corrigidos, mas todas as escolas acontecem coisas enormes e acho que ninguêm vê. Estou desde a apuração muito triste. Eu não sei o que fazer mais. Eu acho que a São Clemente foi tão machucada, fizemos um bom trabalho, eu pergunto aos diretores se fizemos alguma coisa errada, talvez as cores, o nome, o fato dela ser da zona sul... Eu acho que teve muita coisa errada sobre os jurados e a Liga deve tomar providências quanto a isso, para que não prejudique a minha e outras escolas.

Sobre a possibilidade da São Clemente abrir novamente os desfiles de domingo no Grupo Especial, o dirigente da preta e amarela foi bastante claro em seu posicionamento de acreditar na gestão da Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, e está tranquilo, uma vez que o regulamento dos desfiles é bem claro quanto a isso:

- Eu não estive na primeira reunião da Liga, mas o regulamento é evidente em seu artigo 49, que diz que a escola que vem da Lesga que vai abrir o desfile, e a São Clemente vai de novo abrir o desfile? Não tem nada acertado ainda e para a São Clemente, abrir de novo o domingo é complicado. Acho que isso deveria ter conversado antes, quando teve o incêndio e na reunião de emergência depois do incêndio não se falou nada sobre quem não desce vai abrir. O que se foi falado é que a escola que sobe vai abrir e mais ou menos se falou sobre o fato das três escolas não julgadas irem para sorteio ou não. Na razão eu sou a nona, faltam três, são doze, qual a colocação das outras três? Foram hors concours, tudo bem, mas no sorteio não. Na verdade, eu vou ser penalizado, porque isso é uma certa penalização, de novo vou abrir o domingo de novo. Qual o critério? Eu acredito muito no comando da Liesa e sei que a palavra deles é válida. Essa semana vou procurar o presidente da Liga e abrir o domingo não é uma coisa boa para a minha escola.

Com nove anos de gestão clementiana, o presidente ainda comentou a questão do julgamento. Ele afirmou que os jurados olham com outros olhos para a agremiação, e que, apesar da tristeza que se abateu pela discriminação sofrida pela escola, o intuito de crescer e fazer um excelente carnaval ainda é constante e quer lutar para conquistar o seu lugar ao sol:

- O peso das escolas é muito grande. Se colocar Mangueira, Beija-Flor e Portela, e São Clemente, Renascer e Porto da Pedra, nós vamos ganhar porrada sempre. O jurado olha de outra forma. Estamos passando por um momento bom para a escola, bom para o componente, de crescimento e vem um jurado e dá um freio? Tão pisando tanto na São Clemente que eu agora vou começar a questionar os assuntos da minha escola. Quando entrar as 13 escolas na Marquês de Sapucaí elas tem ser tratadas igualmente. Não são tratadas iguais, em termos de nota, mas quando alguma passa com algo errado fingem que não vêem. Isso está me entristecendo, e eu não quero perder a força de crescer minha escola. Tenho todas as contas certas, tudo direitinho, e o que isso está adiantando? Quero meu espaço e peço carinho e respeito para o clementiano pois estamos fazendo um trabalho sério. Se eu errar, eu vou correr atrás do prejuízo. Mas tem coisas que não tenho como reverter e se eu errei, eu peço desculpas. Eu acredito em todos que comandam o carnaval.

A São Clemente vai comemorar seu cinquentenário no dia 25 de outubro deste ano. A primeira escola da Zona Sul do Rio foi fundada pelo saudoso  Ivo da Rocha Gomes, pai do atual presidente da escola.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Igor Sorriso fica na São Clemente

Divulgação

O carro de som da São Clemente vai continuar com a voz de Igor Sorriso. Em uma  reunião com o presidente da agremiação Renato Almeida, o contrato do intéprete foi renovado por mais um carnaval. Em 2012, Igor que estreou este ano no Grupo Especial e conquistou seu espaço entre as novas vozes do carnaval.

- Estou muito feliz. Era só isso que eu queria, ficar na São Clemente, fazer parte da família para o próximo carnaval. - finalizou.

segunda-feira, 7 de março de 2011

São Clemente faz um bom desfile, mas peca em alguns quesitos

Por Artur Bernardes e Tata Vianna

Primeira escola a se apresentar na noite deste domingo a São clemente realizou um bom desfile, mas pecou em alguns quesitos importantes como evolução e conjunto.


Antes de iniciar o desfile o presidente Renatinho fez uma declaração. “ Para a São Clemente não existe essa de que não desce ninguém.Vamos fazer desse desfile o melhor desfile da história da São Clemente.” Finalizou.

A escola abriu um grande buraco na apresentação do primeiro casal de mestre sala e porta bandeira , em frente à segunda cabine julgadora. As alas à frente evoluíram sem observar que precisavam aguardar o tempo necessário para continuar evoluindo.

A comissão de frente da escola, comandada por Caio Nunes, que representou o conselho deliberativo da criação, apresentou a mesma coreografia utilizada no último ensaio técnico.

 Os integrantes,formados por quatorze homens e  apenas uma mulher, apresentaram-se com  quatro bicicletas, guarda- chuva, cordas, uma  prancha de surf e um livro. A comissão de frente apresentou-se de maneira positiva nas quatro cabine julgadoras.


O primeiro casal de mestre sala e porta bandeira da escola, Bira e Jaqueline, vieram represantando a vida e obra divina. Com belos movimentos e uma coreografia bem executada, fizeram uma bela apresentação.








A bateria da São Clemente, dos mestres Gil
e Caliquinho, veio representando o fiel santo guerreiro , com uma bela apresentação e bossas bem executadas, voltando no tempo certo do samba enredo, fizeram uma bela apresentação. Vale a pena lembrar que os mestres da Fiel Bateria não utilizam apito para comandar a ala de ritmistas. Outro ponto alto do desfile, ficou por conta do jovem interprete Igor Sorriso que cumpriu seu papel perfeitamente, mostrando já ter conquistado seu lugar.

A escola  trouxe para o desfile grandes alegorias, muito bem acabadas e que representavam o enredo proposto pela escola. Destaque para o imenso abre-alas da escola que representava a divina criação.

A escola de Botafogo ficou devendo na evolução e no conjunto devido ao buraco deixado na apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira na segunda cabine.

A direção de harmonia da escola mostrou uma grande evolução em relação aos ensaios técnicos: a maioria das alas passou cantando o samba, porém não foi o suficiente para garantir a nota máxima em harmonia.