Por Priscila Franco e João Santoro
Dando prosseguimento ao projeto "Falando de samba", o Arranco do Engenho de Dentro sediou a segunda etapa, que tratou do tema "Sambas-enredo", na tarde de sábado, dia 25. Com a presença de Juan Espanhol, Gusttavo Clarão, André Diniz, Igor Leal, Leonardo Bessa, Almir Araújo e o Cláudio Russo e mediação de Pedrinho Samboteco, o evento relembrou hinos marcantes no carnaval carioca, sendo acompanhado pelo público presente.
Na ocasião, questões polêmicas como os "escritórios", o saudosismo e críticas às atuais sinopses entraram em pauta. Logo no início, o mediador perguntou ao compositor Almir Araújo, autor do samba "E por falar em saudade" consagrado na Caprichosos de Pilares em 1985, sobre a influência dos escritórios nas notas do quesito samba-enredo.
- Falando dos condomínios, posso dizer que na Caprichosos eu, Marquinhos Lessa, Hércules Corrêa, Balinha e Carlinhos de Pilares fomos os precursores. Em uma ocasião, nós cinco fomos em uma rádio e até brincaram "Isso é uma quadrilha?", porque era muita gente.Mas hoje em dia, acho que é até mais necessário, pelos gastos, às vezes é difícil arrumar um patrocinador para bancar o seu samba... Naquela época já se gastava, mas era com bandeiras de bambu, lencinhos, essas coisas. Hoje em dia, as alegorias cresceram, até parece um desfile na quadra e os gastos cada vez aumentam mais. Podemos até dizer que nos reunimos, mas era a maior confusão, porque todo mundo queria ter uma letra no samba. Isso deve ter sido em 80 ou 81. - respondeu Araújo.
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