terça-feira, 8 de março de 2011

Mocidade faz desfile empolgante

Por Priscila Franco

A Mocidade novamente fez o coração de todos disparar.Com um samba empolgante, colocou a Sapucaí inteira para cantar o hino escolhido para embalar a escola neste ano. Mesmo não figurando entre as favoritas ao título, a verde e branco de Padre Miguel buscou o seu espaço e não passou despercebida na Avenida. 

Parafraseando o samba, todos estavam lá e de mãos levantadas para agraciar a sua escola de coração. Com um enredo que tratava da agricultura, a Mocidade iniciou o seu desfile do princípio de tudo: as geleiras. Comissão de frente, mestre sala e porta-bandeira e a primeira ala utilizavam fantasias basicamente na cor branca, com leves toques de verde. A comissão de frente privilegiava o poder da natureza em semear ainda que debaixo de temperaturas muito frias. Com bailarinos que literalmente patinavam na Avenida, fizeram uma bonita apresentação para os jurados, utilizando adereços que lembravam os cumes de geleiras. Havia ainda outros três personagens representando a natureza. 

A apresentação de mestre-sala e porta-bandeira também foi muito bem executada. A coreografia deixava o casal à vontade, com destaque para a graciosidade de Cristiane Caldas. Ponto para os ensaios, que realmente fizeram a diferença. No primeiro ensaio técnico, Cristiane teve dificuldades para evoluir por conta dos sapatos, que desta vez foram olhados com cuidado para permitir a boa execução da coreografia. Mostrando ser uma tendência das escolas neste ano, a Mocidade também levou guardiãs - todas mulheres - para escoltar o pavilhão da escola.

Um ponto bastante observado foi a quantidade de alegorias que a escola levou para a Sapucaí. No total, foram 13, entre tripés, elementos cenográficos e carros. O destaque vai para o abre-alas, que simulou uma grande geleira e chegava a soltar flocos de neve. 

Prejudicada pelo congestionamento de carros alegóricos devido aos problemas ocorridos na escola anterior, a Mocidade passou por momentos de tensão. O espaço para as alegorias saírem do desfile foi insuficiente, o que fez a escola permanecer parada durante cerca de dez minutos aguardando a liberação. Tal fato causou preocupação ao presidente da escola, Paulo Vianna, ressaltando mais uma vez a desorganização da dispersão no desfile deste ano. 

Nos instantes finais, o temor de que a escola não conseguisse passar a tempo assombrava os componentes. Uma leve corrida garantiu a passagem da escola no tempo regulamentar, chegando ao final da pista aos 81 minutos. 






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