terça-feira, 8 de março de 2011

O show da Ilha já começou


Por Priscila Franco

Nem mesmo o fogo foi capaz de apagar o brilho da União da Ilha. Mostrando ter se recuperado do incêndio que atingiu a Cidade do Samba no dia 07 de fevereiro, a Insulana poderia perfeitamente ser julgada. Com alegorias e fantasias bonitas e bem acabadas, ela tinha tudo para, pelo menos, estar entre as seis do desfile das campeãs. 

A primeira escola a passar pela Avenida na noite de segunda-feira fez uma apresentação eletrizante. O samba foi cantado por todos de maneira emocionante. O show estava apenas começando. Para falar do naturalista Charles Darwin, escritor de “A origem das espécies”, a Ilha retratou bem o enredo. As fantasias, que haviam sido perdidas em sua totalidade, estavam todas lá. Nada de improviso. Todas estavam muito bem acabadas.

A comissão de frente retratou o próprio naturalista em sua infância, quando ainda estava adquirindo o interesse pela ciência. A coreografia era simples, mas foi bem executada pelos bailarinos em todos os módulos julgadores. Um tripé que representava a “árvore da vida” também servia de apoio aos integrantes dessa ala.

Logo atrás, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Ronaldinho e Verônica fizeram a sua apresentação. Com segurança e muita cumplicidade, eles executaram a coreografia sem erros. As fantasias, que representavam a explosão da vida, eram compostas por cores fortes e luzes em azul e vermelho.

A primeira ala também apresentava as tonalidades da Ilha. Com balões em punho, que foram lançados ao céu em frente à segunda cabine de jurados, eles faziam um bonito efeito na Avenida. Eram as células insulanas, que juntas formavam um organismo.  

A bateria de Mestre Riquinho passou incólume; não atravessou o samba e mostrou pelo menos três paradinhas, retornando ao ritmo normal sem erros. Fantasiados de besouros, os ritmistas mostraram que foram muito bem ensaiados. 

As alegorias, que ficaram quase em sua totalidade intactas com o incêndio, foram um espetáculo à parte, mostrando todo o talento do carnavalesco Alex Oliveira. Criaturas de diversas espécies passaram pela Avenida. Eram mamíferos, vegetais, insetos e peixes, todos bem retratados. O carro da aranha, que foi o único danificado pelas chamas, foi reconstruido e brilhou na passarela do samba. 

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