Com o enredo mitos e histórias entrelaçadas pelos fio de cabelo, a Vila Isabel demostrou em seu desfile que é uma das escolas que vai brigar forte pelo título do carnaval de 2011. Para muitos, o fato da escola desfilar após a Unidos da Tijuca com suas inovações e surpresas , poderia ser prejudical para a escola. Ledo engano. Com um ótimo enredo, belas alegorias e o samba na ponta da lingua da comunidade, fez um belissimo desfile.
A comissão de frente, coreografada por Marcelo Misailidis, veio representando o mito da Medusa, no qual os homens que olhassem no rosto da criatura viravam pedra. Com um tripé representando os fios de cabelo de Medusa, composto por cobras, os integrantes mesclaram coreografia e tecnologia, uma vez que usavam um suporte eletrônico para executar parte da coreografia.
Passou bem em todas as cabines julgadoras, porém não causou nenhuma surpresa ou impacto perante aos jurados.
A bateria de Mestre Átila representou no desfile o príncipe que libertava Rapunzel da masmorra utilizando o cabelo da própria. Apresentou uma bela performance em todas as cabines julgadoras, em especial nas de número 1 e 2. Com várias paradinhas, a bateria manteve a cadência e o ritmo suingado, voltando no tempo certo do samba.
Antes do desfile. Mestre Átila resumiu o que pretendia na Sapucaí.
- Surpresa será a interação com o público, com bossas e coreografias mantendo a escola sempre acesa no andamento. Vamos colocar em prática tudo o que ensaiamos ao longo desses meses e com certeza tudo vai dar certo. - finalizou Átila
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, vieram representando no desfile Perseu e Andrômeda. Com uma apresentação maravilhosa, demonstraram muito entrosamento e uma bela coreografia. Não tiveram medo ou receio em nenhuma parte do desfile em executar a sua dança e passaram positivamente por todas as cabines julgadoras.
A harmonia da escola foi muito positiva. Os integrantes tinham o belíssimo samba de André Diniz e parceria na ponta da língua: a grande maioria das alas que passaram pela Sapucaí cantavam a pleno pulmões.
No quesito evolução não apresentou problemas, passou muito bem.
As alegorias e fantasias da escola do Morro dos Macacos também foi um ponto positivo no desfile. Destaque para o imenso abre-alas da escola, que na primeira parte representava a tecitura dos cabelos de Shiva, segundo a tradição Indiana, e a outra parte, a cabeleira de Ganges, que dava origem ao rio de mesmo nome.
Com a sensação de dever cumprido, só resta à comunidade do Morro dos Macacos aguardar a quarta-feira de cinzas e abertura dos envelopes.
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